eksperyens, no diário

Tá Vivo!

abril 11, 2016
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Um post só de aviso que esse blog ainda está vivo e sobre os obstáculos no caminho


 
Como acontece com qualquer blog, ou business, ou qualquer coisa no curso natural da vida, a gente começa de um jeito, e depois vai arredondando pra outro, vai evoluindo, desenvolvendo. O Eksperyens está uma baguncinha, com muita coisa pra ser arredondada. Apesar de eu gostar da liberdade pra escrever sobre o que eu quiser, tenho travado na hora de escrever, pensando: ¨e se isso não tiver nada a ver com nada e me prejudicar no que eu quero mais pra frente¨? Eu sei bem que o ideal seria eu pensar ¨dane-se, Lara. É só analisar os acessos, ver o que funciona e não funciona dentro de um plano simples, filtrar e ir desenvolvendo na tentativa e erro, essa é uma metodologia eficiente!¨. Porém, quando eu crio as coisas pra mim, e não pra clientes, travo nessa parte, e resolvi listar algumas razões até como um lembrete pessoal, mas acho que bastante gente vai se identificar.
 

O desafio maior para manter o blog:

Pra mim existe uma linha tênue entre um bom e eficiente planejamento e ideias mirabolantes inacessíveis. Tenho dificuldade em saber quando algo é só parte de um planejamento bem feito ou se estou sendo perfeccionista demais dentro desse planejamento. Por mais que eu coloque na cabeça que tudo evolui com a prática, eu demoro muito quando tenho que criar coisas pra mim, sem alguém me colocando uma deadline, porque eu mesma fico encontrando falhas estratégicas no negócio e isso me dá uma espécie de TOC. Faz sentido pra vocês? Bom, o Sherlock Holmes me entende.
 
sherlock
 
Tenho em média uns 7 posts escritos, mas não sei exatamente como categorizá-los, e quando eu digo categorizar não é simplesmente colocar dentro de uma gavetinha de assuntos, mas penso em toda a arquitetura do site, navegação, e como uma coisa pode levar a outra da melhor forma pra quem está procurando aquele conteúdo. Por mais que existam muitas ferramentas pra ajudar nesses processo, eu não consigo deixar de ficar me colocando no lugar do meu usuário, não consigo deixar de tentar fazer a coisa ser uma experiência super agradável, e odeio quando sinto que tô fazendo algo mais do mesmo. Não consigo me libertar disso  e, por insegurança, não posto nada. (Apesar que estou conseguindo me libertar nesse post que não tem nada a ver com nada).
 

mafagafinhos na cabeça:

O básico de qualquer business: Tenha um público, defina uma persona, atenda as necessidades dessa persona yada yada. Faça o que você gosta, tenha uma identidade persistente, algo que te defina, algo que defina seu público e role uma identificação. Escreva sobre o que você buscaria yada yada again. Já li isso tudo em mil artigos e livros, mas o que complica pra mim é que eu me classifico como muitas pessoas diferentes. Sou muitas personas. Eu amo viajar: eu faria um blog de viagem (seria esse só mais um blog de viagem?). Eu amo cinema, eu faria um blog de cinema, eu amo design, eu gosto de arquitetura de informação e entendo sobre marketing digital. Eu gosto de ir na balada underground GLS, mas também gosto de rock e me empolgo no sertanejo, gosto de me vestir com vestidos floridos mas também tenho um cinto de caveira. Já dancei muitos anos e faço Yoga. Amo coisas minimalistas mas também adoro um cabelo colorido. Escreveria sobre depressão e como lidar com pessoas e também sobre outros transtornos, já que leio bastante sobre e tenho referências próximas na minha história pessoal. Tenho 28 anos e nunca namorei sério. Daria pra falar muito sobre isso também! E queria escrever sobre todos os filmes e docs bons que vejo, e sobre as receitas que invento, e sobre fazer nada. Eu só nao gosto de futebol. Eu não escreveria sobre futebol. Basquete também não, nem doenças ou remédios. Eu não escreveria sobre várias coisas. Mas de resto eu odeio pensar em me limitar a um nicho só e manter o tal to foco. É bem difícil desengastaiar o magafinhos de assuntos da minha cabeça…mas, falando em foco, e voltando ao foco: Vamos ao próximo assunto.
 

Manter o foco:

Tenho um Evertonte e algumas muitas horas de planejamento investidas nesse site. Mas depois de muito ler e reler as 10 paginas de pesquisas, de ver palestras sobre o mercado digital, de ler inúmeros artigos, de ouvir muitos conselhos de bons amigos que entendem  muito dessa área e de perder muito tempo tentando desengastaiar o ninho da cabeça, decidi que preciso afunilar meu foco, e decidi que pra não me frustar e poder escrever sobre várias coisas sem virar uma zona, eu vou manter dois blogs. O outro já tem nome, já está no ar, e eu estou trabalhando nele, e quando eu terminar ele (sim, foco) eu volto pra esse. Aí você pergunta ¨Ô criatura mas porque você não termina esse primeiro já que ele já existe? ¨. Porque o outro envolve meu portfólio, e ter meu portfólio pronto é mais urgente agora…já que estou numa fase de: próximo tópico:
 

Mudanças na vida:

Sim, 4 meses sem postar, olhei ali me deu uma dor no coração, ainda mais lembrando que há 8 meses atrás eu estava com quase 10.000 views por mês, o que eu considerei uma conquista muito legal para um semestre de blog sem nem um centavo investido em promoção. Não vou dar desculpas pra ter deixado tanto tempo abandonado…mas entre as causas mal administradas por mim estão:  o perfeccionismo acima somados a um relacionamento complicado que me fudeu os miolo. Só que o que impactou mais é que em dezembro me mudei do nada pra Florianópolis de novo, pra um trabalho de verão em um hostel. Eu precisava da mudança, e me dei esse direito de três meses fazendo algo totalmete novo pra nutrir minha saúde física e mental. Foram três meses intensos demais, trabalhando 8 horas e eu sempre ficava meio cansada pra escrever, ou escrevia e não postava (cheguei a postar e apagar por ler depois e não gostar), ou queria simplesmente curtir com as outras pessoas, me dar o direito de, por três meses, me dedicar àquele presente, àquela volta ao mundo no mesmo lugar, curtindo o verão em Floripa, me desligando do meio digital, com paz na mente. Agora here I am again, de volta a vida real, reconstruindo algumas coisas, e deixando esse post de lembrete de que o Eksperyens vai voltar bem planejado, e  com o conteúdo filtrado pra um público. Ah, perdi o foco de novo: o portfólio: a girl needs to eat, e preciso de um portfolio pra trabalhar e me manter aqui em Floripa.

¨Lara mas por que você não desiste, 4 meses já fia.¨

Porque o pouco que investi em negócios e contatos pra esse blog me deram retornos positivos. Porque eu amo cada linha do que leio nele e no planejamento dele, e, principalmente, porque li uns comentários lindos por aqui, de pessoas que me encontraram pela palavras chaves, que não me conhecem, e que se sentiram ajudadas com meus posts. Coisa simples mas quem se dedica de coração a algo.

O mais recente foi de janeiro, quando eu já estava há dois meses sem postar, de uma mocinha chamada Alana, falando:

¨por favor, não tire esse blog do ar nunca¨.

Não vou tirar não amiguinha ;).

experiências de viagem, no diário

Ninhozinho Maluco

novembro 23, 2015
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PEQUENO IMPULSO AOS MEDROSOS E EMPACADOS


 
 

♫¨We have come to far to give up who we are¨

 
 
Minha cabeça é um ninhozinho maluco. Tô num processo de auto descoberta bem grande. O que é bem doido e uma tortura psicológica às vezes, porque há 3 anos atrás eu tinha tanta certeza de tanta coisa (em relação a mim, não ao mundo), e agora parece que to engatinhando de novo. Enfim, escrever sempre foi minha válvula de escape. Mantenho diários desde os 14 anos, e quando pego pra ler sinto como se eu sempre avançasse um pouco pra achar a saída do meu labirinto mental.

O ponto de falar isso é que vou tentar voltar a fazer textos mais pessoais aqui. Sempre fico apreensiva porque parece que estou me expondo muito, tenho medo de parecer desinteressante, ou louca, ou pretensiosa, ou até de fugir do foco do que eu quero que vire isso aqui. Mas ao mesmo tempo eu tenho um amor e carinho tão  grandes pelo blog que se eu deixar muito engessado nos temas vou sempre travar pra escrever. Não é a toa que estou empacada há 2 meses sem postar nada. Estava eu travada quando lembrei que no X-Men – Dias de um Futuro Esquecido o professor Xavier tá na sofrência-depressão-bruta e perde o controle sobre a própria mente, e a mente dele é onde está todo o poder dele (e de todos nós, eu ousaria dizer, mesmo que não sejamos mutantes) e ele diz que só consegue ser funcional se estiver apaixonado pela coisa, acreditando e focado, se fizer com o coração, e por estar em crise existencial ele não vê sentido na própria vida, e perde a paixão pelas ações e, em consequência, o controle da própria mente (já que a mente depende das paixões). Se minha escrita não sai com inspiração e paixão e emoção eu também travo ou acho tudo uma porcaria. Ele também fala a seguinte frase, que é o que me colocou no modo Foco hoje:
 
 

¨ Acredito que o foco de verdade está entre  a raiva e a serenidade¨ – Prof. Charles Xavier.

 
 
Antes eu queria que cada post fosse uma coisa muitíssimo especial-única-inesquecível-focado-direcionado-inovador. Mas num home office entre 4 paredes e recebendo poucos estímulos por dia fica bem difícil fazer esse tipo de super conteúdo fluir. Esse final de semana assisti um documentário do Woody Allen que fiquei apaixonada e me deu um impulso. Polêmicas sobre o cara à parte, as temáticas sobre existencialismo, amor e neuroses femininas dos roteiros dele sempre me agradaram e ajudaram muito. No documentário ele diz que já sugeriram que ele fizesse um filme a cada dois anos pra ser algo muito especial. Ele disse que isso não fazia o menor sentido, que ele sai tentando, até que, ocasionalmente, alguma das produções vai dar muito certo, e é bem isso que acontece. Os filmes que ele achava que ia ter menos sucesso foram os que mais tiveream e vice-versa.
 
 

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¨ eu acho que o importante na vida é ter coragem¨

 
 
Outra coisa que dá uma segurança em escrever coisas mais pessoais é pensar que pode não interessar a ninguém mas pode servir pra mim mesma depois de um tempo, e se ajudar as pessoas, melhor ainda. Já Aconteceu, com esses dois posts aqui e aqui sobre depressão pós intercâmbio. Alguém pode vir aqui buscando, exclusivamente, dicas de viagem, mas se esse alguém se identificar com a minha visão, com a minha personalidade, com meus sucessos e com as minhas vulnerabilidades, meu produto vai ser bem mais útil, e o conteúdo vai acabar ficando mais bem direcionado do que um monte de post parecido, repetitivo e engessado. Essa transparência e conexão é o que funciona pra mim na hora de me apaixonar por blogs, e acho que funciona pra muita gente, vide o sucesso de canais simples e autênticos como o da Jout Jout.

Encerrando com um conselho pra quem tem medo de começar. Só vai e faz. Se desapega dos padrões, seja você mesmo, que com o tempo o que você tem de único vai sobressair. E como disse o Woody, entre 1000 produtos, uma hora um vai se destacar.

Explore os sentidos

A Fantástica Fábrica de Chocolate em cinema multi-sensorial

setembro 2, 2015
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Há 4 anos atrás fiz um estágio em experiências interativas multi-sensoriais na Alemanha, e desde então sou completamente apaixonada pelo tema e reservei um cantinho aqui no Eksperyens pra falar sobre novidades nesse assunto.

O Edible Cinema é um cinema sensorial em Londres que funciona da seguinte maneira: você sente sabores, texturas e cheiros relacionados ao filme que você está vendo. A  intenção dos criadores era de criar uma experiência gastronômica cinemática, e os filmes exibidos vão de clássicos do cinema até ficção científica.
Em todas as exibições, os convidados recebem caixinhas surpresa com sabores que expressam momentos específicos do filme. O legal desse ideia é que o menu foca bem menos em interpretações literais e mais no ambiente, palavras específicas e sentimentos gerais de cada filme. Por exemplo, em o Labirinto do Fauno, na cena onde os personagens correm por uma floresta de pinho, eles servem pipoca com pinho defumado, dando aroma e sabor de pinho junto ao ¨crunch¨ dos pés correndo pela floresta.

Essa semana eles venderam ingressos para a Fantástica Fábrica de Chocolate, que vai ser exibido no dia 30 de setembro no Science Museum, e esgotou as vendas (37 Libras o ingresso) em menos de 24 horas.

Abaixo, o vídeo promocional deles.

Edible Cinema from sohohouse on Vimeo.

eksperyens, no diário

Toda e (quase) nenhuma experiência é única

agosto 10, 2015
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Mais autenticidade, por favor.


O-lar!

Ultimamente, eu tenho visto a palavra EXPERIÊNCIA  e a expressão ¨experiência única¨ com muita, muita frequência. Antes de tudo, ¨experiência única¨ é algo muito relativo e pessoal. Pra mim, ficar deitada na grama em um parque na Alemanha foi uma experiência única e provavelmente não é nada demais pra nenhum alemão.

Muitíssimas marcas estão desesperadas pra venderem uma ¨experiência única¨, e a maioria delas, nitidamente, nem sabem bem pra onde estão direcionando isso. O que me dá uma agonia! Uma agonia por uma marca que não tem nenhum diferencial entre as outras no processo de produção ou na função, querer usar palavras como ¨experiência¨ e ¨sustentabilidade¨ só porque leu no livro de marketing que é tendência, ou que é essencial focar nisso pra atrair a minha geração, a tal geração Y. Bom, só usar palavras de impacto (que hoje já nem têm mais o tal impacto de tanto que usam) não vai igualar qualquer marca às marcas que, de fato, oferecem o oposto do clichê (e que nem precisam usar a palavra experiência pra provar isso).

A minha geração exigente, supersaturada de informações e de anúncios e sempre em busca de novas sensações, vai se sentir repelida quando você mirar nela e vender um simples café ou uma estadia em um hotel que não têm nada de surpreendente como se fossem uma experiência única. A gente gosta de consumir e comprar, mas a gente pensa muito antes. Não queremos só mostrar uma aquisição. A gente quer sentir, fazer, contar histórias incríveis, não se endividar, fazer cada investimento valer a pena, e, se a experiência de consumo for algo realmente diferente entre bilhões, com certeza vamos compartilhar. Vocês não vão criar uma conexão emocional só com uma palavra, até porque nós também valorizamos a conexão racional e transparente, além da emocional. E isso quase marca ou agência nenhuma vê.

O ponto é: pode ser que você seja única, pode ser que você não seja. Isso não depende só da faixa etária e tendência de consumo do seu público. Depende do estilo de vida dele, depende até do humor que ele está no dia que vai consumir seu produto ou serviço. Depende do que é único pra cada indivíduo, e não pra galera da criação da agência. Nos olhem menos como cifrõezinhos que gostam de curtir a vida e tem alto potencial de consumo, e mais como seres humanos que pensam muito e são bem, BEM complexos.

Momento consultoria FREE:

Trabalhem as imagens de forma mais inteligente. A gente sabe que as pessoas que frequentam seu hotel não são todas gostosas, photoshopadas e sorridentes, e que aquela água não é tão azul. Quanto menos frases feitas e mais transparência, melhor. Quanto menos foto de banco de imagem e mais foto espontânea, melhor. Quanto menos texto feito sem emoção pelo redator e mais histórias reais, melhor. Quando mais conexão com nossos estilos de vida de forma real e possível, melhor. Quanto mais vocês PROVAREM e não só dizerem que vale a pena investir em você, entre milhões de agências de viagem, entre milhões de cervejas, entre milhões de roupas, melhor. Nós não somos idiotas. E muitos de nós nos preocupamos  DE VERDADE  com o impacto ambiental. Foquem menos no ¨experiência pela experiência¨ e mais na validação e direção desse ¨único¨  que é tão usado, pra não fazer com que a realidade seja inferior às expectativas vendidas (até porque fazer isso é cavar a própria cova, e é incrível como acontece tanto). Se você for realmente única, se conseguir nos entreter e nos manter imersos no meio do furacão de publicidade e produtos/serviços, vai ter muitas chances.

E pelamordeDeus, chega de coisa gourmet. Raio gourmetizador já está mais repelindo do que atraindo quem não quer mais do mesmo. Mais autenticidade, por favor.

Ah, acabei de escrever esse texto e me deparei com uma matéria do Trendwatching falando algo semelhante. Recomendo!


Obs: Estou fazendo mais posts pessoais – de texto assim, pra dar uma humanizada aqui…um toque pessoal mesmo… Também estou reformando o layout, identidade visual, estratégia bla bla bla, e isso tem me ocupado um tempão.  Mas uma vez por semana colocarei conteúdo aqui até ficar pronto (creio que até o fim do mês..ou meio de setembro, tudo depende, são muitas variáveis). Não me abandonem.


Lumus, Tecnologia

Plataforma te ajuda a fazer amigos enquanto viaja sozinho

julho 16, 2015
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Olá!

Descobri essa semana mais uma daquelas tecnologias que facilitam a vida para viajantes, e dessa vez direcionada para quem quer fazer amigos viajando sozinho. Às vezes rola uma dificuldade pra encontrar gente pra viajar por causa de incompatibilidade de datas e de roteiros,  e às vezes dá até uma insegurança em se jogar sozinho, com medo de dar uma zica e não encontrar pessoas legais pelo caminho.

A Penroads é uma ótima solução pra resolver isso e nos ajudar a encontrar parceiros de aventura.

Fundada em junho desse ano por jovens apaixonados por viagem, o objetivo da plataforma é promover o encontro e fortalecer amizades. O sistema é bem objetivo: você coloca data e local da sua viagem e já encontra pessoas do mundo todo que estarão no mesmo lugar e na mesma data.

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Pontos altos: Se diferencia de fóruns de viagem porque você vê o gosto pessoal das pessoas no perfil delas, aí já dá pra ter uma noção se vai rolar uma sintonia. Pra quem é solteiro e viaja muito, me parece mais vantagem que o Tinder :p.

Ex: Coloquei que vou pra Alemanha, sem data (pra dar mais opções) e apareceram os perfis cadastrados e as datas de viagem de cada um:

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Cliquei em um com o perfil completinho pra dar como exemplo! Se eu fosse pra lá mesmo e nas mesmas datas, era só mandar uma mensagem e ver no que dava.

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– Existem  muitas outras plataformas de ¨econtre um morador local¨ e etc, mas preferi essa, pela objetividade e simplicidade.

– Você também pode ver o roteiro das pessoas.

– Além de buscar as pessoas por país, você pode filtrar por Hostel. Por exemplo: coloquei que vou pra Alemanha, aí fui lá em cima no ícone da lupa e selecionei ¨Hostel¨, e ele me mostrou uma lista de hostels na Alemanha e quem já fez reservas. Numa dessas você encontra alguém que ficará no mesmo hostel que você e no mesmo período.

Ponto baixo:

– Como tem só um mês de vida, ainda não tem muuiita gente cadastrada, aí em vários destinos não aparece nenhum viajante, e tem um chat que ainda não é muito ativo, mas tem potencial pra ir longe!

Bora se cadastrar aí pra encher de gente. :D. Até mais!

eksperyens, no diário

12 dicas para superar a depressão pós intercambio

julho 10, 2015
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Antes de tudo, não é todo mundo que sente a tal depressão pós intercâmbio, por isso, esse post é dedicado a quem tem dificuldades em voltar à realidade sem ter crises de ansiedade e de vida. 


Quarta -feira postei aqui pensamentos pessoais sobre a depressão pós intercâmbio, ou síndrome do regresso ou seja lá o nome que for. Falei sobre a sensação horrível de ré na vida e tédio que gruda na gente e parece que não sai nunca mais. Contei que superei a minha sem grandes feitos ou milagres (apesar de ter levado muitooo tempo e ter recaídas), e prometi mostrar hoje qual a receita. Então lá vai, o Manual de  sobreVivência pós intercâmbio. Porque sobreviver a gente aguenta.

1-Foque no lado positivo de todo mundo.

Uma coisa que aprendemos no exterior é enxergar a ¨magia¨ de cada ser humano, a gente aprende que cada pessoa é um universo, um capítulo novo de um livro, e aprendemos a admirar o que é ¨estranho¨. E bom, a sua cidade no Brasil também é feita de pessoas (avá), e cada uma delas, apesar de às vezes parecerem todas iguais e sem nada a acrescentar, também tem um universo mais profundo a ser desvendado. Se você se permitir se livrar das comparações e dos preconceitos, vai conseguir achar valor e absorver muitos aprendizados daquele contexto. Foque no que as pessoas tem de bom, descubra a história, os problemas, as conquistas, o que te faz rir naquela pessoa. E todo mundo tem um lado bom, e todo mundo tem algo a te acrescentar, mesmo que à primeira vista não pareça. Disposição pra se abrir pro mundo sem ter uma metralhadora de julgamentos secretos pronta pra disparo me fez muito bem. Eu tinha tendência a resmungar de todo mundo mentalmente, focando em característica rasas e estereótipos que eram diferentes da minha realidade, e aí não dava muita chance às pessoas.

 Exemplo: pessoas que só vão em balada de sertanejo e ficam em pé segurando drink em busca de caça, sem dançar loucamente até o chão pouco se fudend* pra batatinha, são idiotas e fúteis.

Pensar assim me esgotava, me fazia sentir mais solitária que o normal e me impedia de aprender muito com gente incrível.

 Talvez eu goste de você, talvez nãogiphy

2- Aceite: Você não pertence a lugar nenhum e pertence ao mundo todo

É muito difícil descobrir que o que antigamente era o normal e parecia ser a única possibilidade de viver feliz não é mais. É muito difícil ter certeza que não pertence a um lugar e mesmo assim não ter muita escolha imediata a não ser ficar lá. Mas vamos ao fato: depois de morar fora e gostar, você não pertence a lugar nenhum. Se você voltar pro exterior, vai sentir falta do evento com a família e preocupação por estar longe, mas permanecendo no mesmo lugar você nunca vai estar satisfeito, porque sabe que a vida pode ser muito mais incrível. Solução? aproveite o seu presente, porque se um dia você conseguir voltar pra fora, vai sentir falta dele. De alguma coisinha pelo menos. Quando ¨der ruim¨, foque na coisinha.

eu não sei onde eu pertenço
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3- Você é forte pra caramba, lembra?
Lembra quando você viajou sozinho e falou outra língua, ou quando apresentou um grande projeto em outro idioma pra pessoas com comportamentos totalmente diferentes do seu,  ou quando dormiu no aeroporto ou na estação de trem, ou ficou sem comer pra poder ir a um show, ou que comeu escorpião e achou bom? Sabe todos esses momentos que te fizeram desafiar o que você ACHAVA que era o seu limite até você morar fora? Eles expandiram a sua mente e te fizeram descobrir uma força que até então você não sabia que existia em você. Respira fundo e resgate a pessoa forte e destemida que vivia sob o lema ¨não tenho nada a perder¨ que você foi na viagem. Na vida real você também não tem. A vida real também tem um prazo de validade. Esta pessoa quase heróica que você descobriu lá fora está adormecida, sem os estímulos pra despertar que você gostaria, mais está aí. E quando acordar, não vai ter pra ninguém.

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4- Saia de casa, conheça gente nova:

Eu fiquei muito tempo trancafiada em casa sem sentir vontade de sair. E o pior, 90% das vezes que eu saia, me arrependia. Pensava ¨ teria sido melhor ir ver o filme do Pelé¨ ou ¨deveria ter visto uma série debaixo das cobertas e juntado o dinheiro pra viajar¨. Mas ainda existiam os outros 10% de vezes que faziam a saída valer a pena.  Eu comecei a dar muito valor nesses 10%, comecei a ver o lado que me trás aprendizado (ou pelo menos umas risadas) nas pessoas, e comecei a reencontrar, de pouquinho em pouquinho, mais paz interior. Desde um mês atrás só me arrependo 62% das vezes que saio! hehe. Claro, respeite seus momentos de fossa caseira, tem dia que você simplesmente não está afim de sair e ponto, logo, não saia.

você sabe que não pode seguir em frente vivendo no passado

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5- Entre no clima de quem é feliz pra caramba e não tem nada a ver com você;

Esse item foi difícil colocar em palavras, mas tem funcionado bizarramente bem. A matemática é simples: Você sai com todos aqueles seus amigos das antigas, que estão muito bem obrigado, satisfeitos com o trabalho, com a vida e com o amor, mas que, querendo ou não, já não tem mais muito a ver com você, seja por gostos pessoais, seja por alguns valores. Pra eles a vida está quase perfeita. Você sai com eles, come a mesma coisa que eles, vai às mesmas festas que eles, conhece as mesmas pessoas que eles, resumindo, tem o mesmo padrão de vida que pra eles é o auge. Tente enxergar isso pelo  viés ¨perfeito¨ que eles enxergam. Mesmo que esse estilo de vida não seja o que você almeja, reconheça que é o que muita gente que você ama ou admira de alguma maneira, ama ter. Tente enxergar por essa perspectiva, embarque nessa e agradeça pensando ¨é o que tem pra agora, e é o auge pra muita gente!¨. Por incrível que pareça, sair com gente de bem com a vida, aliado ao ¨buscar o lado bom de todo mundo¨ tem me ajudado muito a valorizar o presente. É meio que viver usando um óculos com filtro, mas funciona.

Exemplo : ¨Olha como essa balada insuportável é legal pra muita gente! vou entrar na vibe porque não sou obrigada a ficar sofrendo e já paguei.¨

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6-Se você sonha em voltar pra fora, determine-se.

ok, temos dois quadros pra esse item aqui: Quadro um, você passa pela deprê, supera, vive bem no seu emprego, acha o amor da sua vida e está satisfeito em viajar só quando der. Isso é ótimo! Essa tranquilidade interior é o sonho de muita gente. Quadro dois: a deprê não passa nunca, e você precisa a todo custo arrumar um jeito de morar fora de novo. Foque nisso! Faça PLANOS, e execute! O que você quer pro futuro? onde você se vê no mês que vem? daqui a um ano? Em 10 anos?  você pode se arrepender?  Não fique só com ideias mirabolantes não executáveis na cabeça, porque quando você ver vai ter passado 2 anos (ou 20) e você não vai ter saído do lugar. Comece qualquer coisa, pesquise bolsa de estudos,  busque empregos no exterior por alguma dessas startups  aqui e aqui, pesquise e planeje as possibilidades e caminhos pra você chegar onde quer chegar. Viva o seu presente no processo, pode ser que ele te surpreenda! Mas enquanto a surpresa não vem, trabalhe todo dia um pouquinho pelo futuro que você quer.

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7- Se você quer que respeitem o seu momento, respeite o dos outros!

Quando você voltar, todo mundo vai te achar pentelho pra caramba, porque você vai comparar tudo. Vai comparar os relacionamentos, vai comparar o semáforo, a comida, os preços, o buraco da rua, a decoração da loja, a variedade de opções de cor de batom, o comportamento dos cachorros, a bosta dos pombos, a política. TUDO. Mesmo sem perceber! As pessoas vão te olhar torto, e provavelmente falar mal de você pelas costas, e você vai achar que elas são idiotas e desinteressadas e não sabem de nada da vida. Bom, talvez você até esteja certo. Mas se quer ser respeitado e ouvido, respeite e ouça também, o que é felicidade pra você, não é felicidade pra todo mundo. A gente não faz as comparações por arrogância, mas não é todo mundo que entende, então é bom segurar a empolgação/revolta  às vezes. As pessoas vão perceber a sua humildade e disposição em compreende-las, e vão fazer um esforço maior pra te compreender, e vão te valorizar, e ser valorizado faz bem pra qualquer um.

vamos ter respeitos um pelo outro

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8- Não perca contato com as pessoas que te compreendem:

Além de manter contato com os amigos de intercâmbio e encontrar outras pessoas na mesma situação, você vai descobrir  onde estão os amigos de verdade, que te entendem até no auge da deprê e chatice. WhatsApp é minha droga. Preciso sempre desabafar com as minhas amigas que passaram pelo o que passei ou não,  mas que me amam com todas as minhas loucuras. Isso é essencial pra minha sanidade mental. E é bom poder ser 100% você mesmo sem se sentir julgado.

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9-Aprenda a ver seu país pelos olhos de um estrangeiro

Pra gente tudo aqui é mais do mesmo. Mas chega um estrangeiro e fica deslumbrado com tudo. Um amigo meu alemão que já fez intercâmbio em Floripa falou ¨como você deixou aquela cidade de praia maravilhosa pra vir pra Alemanha gelada?¨. Tente enxergar as maravilhas e peculiaridades locais como se você fosse um turista.

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10 – Foque em algo que você ama, pelo menos uma coisa.

Quando eu voltei e tive a sensação de ré na vida, parecia que não tinha nem um fiapo de esperança pra me apegar, foi muito agonizante, eu precisava fazer algo pra me forçar uma endorfina, ou eu ia ficar louca, ou com depressão. Foi aí que comecei a correr na rua. Odiava, não aguentava mais de dois minutos, e meu pai me obrigava, e eu odiava mais ainda porque me sentia uma criança sendo mandada pelo pais depois de ter morado sozinha 5 anos, até que, depois de um (bom) tempo, comecei a sentir o efeito do exercício no meu dia a dia, no meu corpo, na minha pele, na minha auto estima, e no funcionamento do meu cérebro. Fiz aula de violão, porque também sempre gostei de música, mas quando eu estava super feliz, o violão não era prioridade. Quando senti que precisava de algo pra preencher o vazio que eu estava sentindo, corri atrás da aula pra sentir um prazer,  e também, com a mesma finalidade, fiz um curso de ilustração e comecei o blog (e esse eu demorei muito, por causa de medo). Saia tentando. Saia experimentado. Não precisei pagar pra fazer nada disso. Meu amigo me dava aula de violão, correr na rua é de graça, e o curso eu concorri a uma bolsa e ganhei, e na internet também tem tudo pra você aprender. Aprender coisas novas e se abrir a algo que parecia chato (eu com a corrida) pode ser muito gratificante e fazer uma grande diferença, assim como viajar. Aí no final, por mais que o tempo pareça ¨perdido¨, você vai ter um saldo de novos talentos descobertos e de pequenas metas atingidas, e isso é uma evolução.

Quando você não tem nada, não tem nada a perder, certo?

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11 – Dane-se a vida dos outros:

Não compare a sua vida com a dos outros. Ninguém é 100 por cento feliz. Isso é fato! pode até ser 99, mas uma vida sem nem um probleminha? Dá até preguiça. Todo mundo tem frustrações, segredos, culpa, só que algumas pessoas disfarçam muito bem, ainda mais com filtros e sorrisos nas redes sociais pra auxiliar no processo. Se você ficar se comparando, vai ficar pra baixo, e a sensação de ¨ré na vida¨ não vai te abandonar. Se for pra comparar sua vida com a de alguém, que seja pra se sentir bem, como no item 5.

somos todos bizarros, alguns de nós só são bons em esconder

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(obs aleatória: esse filme é ótimo, sério, vejam, tem no Netflix e chama Clube dos 5)

12- Ligue o filtro.

Isso não vale só pra quem fez intercâmbio. É regra geral. Muita gente vai tentar dar pitaco na sua vida, falando o que é melhor pra você, sem saber o que você sentiu, sem tentar entender o seu lado e o seu momento. Filtre bem! Ninguém sabe sobre a sua vida, medos, frustrações, limites, metas e vontades como você mesmo. Não desacredite disso.

Quem somos nós, pra dizer a qualquer um o que eles podem ou não fazer?

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E nunca, nunca se esqueça, que a vida é uma só, que sobreviver e viver são coisas bem diferentes, que a capacidade humana de sentir coisas que beiram o surreal é praticamente infinita e que você pode sim, sentir tudo aquilo de novo e muito mais, mas sem deixar o presente te passar uma rasteira e te fazer perder o que poderiam ser excelentes anos  de aprendizado sofrendo e idealizando.  Aproveite o presente, mas não deixe ninguém destruir tua perspectiva maravilhosa de mundo. A surra de realidade pode vir, mas lembre-se que você tem forças pra levantar antes do nocaute.

relax

Quem tiver mais dicas, fique à vontade para compartilhar. :)

eksperyens, no diário

Reflexões sobre a ¨depressão pós intercâmbio¨

julho 8, 2015
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Antes de tudo, não é todo mundo que sente a tal depressão pós intercâmbio, por isso, esse post é direcionado a ajudar quem tem dificuldades em voltar à realidade sem ter crises de ansiedade e de vida. 


Faz 3 anos e meio que voltei do intercâmbio pra Alemanha, e quase 3 anos que larguei a vida de 5 anos sozinha em Florianópolis e voltei pra vida real com a família e problemas em Ribeirão Preto, mas só agora consegui aprender a VIVER de novo, e não só sobreviver (é clichê mas dane-se, é verdade). Parece muito tempo, mas acreditem, eu achava que esse dia nunca ia chegar. Pelo menos não se eu não viajasse de novo. E mesmo assim eu hesitava, com o medo de ¨e se eu viajar de novo e for horrível?¨. Esse medo permanece, afinal, o tempo passa e eu tenho que focar no meu futuro, no meu bolso, em um mínimo de estabilidade e pensar na minha família. Pensar em ¨tacar o foda-se e viajar¨ sem pensar nessas questões, já invalidam o poder transformador da viagem dentro da minha realidade.

Depois  que eu enfrentei praticamente o que foi um parto emocional e existencial (sim, sou dramática),  tenho reconhecido que viajar por viajar talvez não resolva a ansiedade dentro de mim e que viajar por viajar sem aceitar a minha própria realidade é paradoxal em relação ao que eu defendo com unhas e dentes: explorar novas experiências e desafios; afinal, se eu gosto tanto de novidades e desafios, por que não aceitar o retorno como uma novidade e um desafio? Reconhecer o problema foi difícil, e superá-lo mais ainda, principalmente quando o medo de estar desperdiçando tempo da vida não vai embora.

¨Eu não acredito que medo seja um motivador eficiente¨

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E eu me perguntava: Como me livrar da sensação de ¨estou perdendo tempo e andando pra trás vivendo em uma realidade que não me identifico mais¨? Como fazer isso sem fugir do problema,  ou sem fazer outro intercâmbio, ou sem achar o amor da minha vida, ou o emprego dos sonhos. Como fazer com que todo o tempo vivido seja memorável, mesmo que fora da rota planejada, mesmo quando tudo está, em relação aos planos que você tinha, dando errado. Resumindo com um clichê: Como sentir realização e auto estima resolvendo primeiro o problema que está EM VOCÊ, independente de fatores externos. Essa semana continuo com as mesmas ansiedades e com os mesmos medos do mês passado, e do ano passado, e do retrasado, mas mudei as lentes dos óculos que eu usava pra ver o mundo (muito profunda e poeta só que não, hehe.) e estou aprendendo a conviver bem com a situação, comigo mesma, com as pessoas ao meu redor, com as diferenças. Hoje me sinto feliz de novo. E sem milagres ou super conquistas. E sexta vou colocar um post com a receita que funcionou pra mim.

Não é comodismo
Aprender a curtir a sua realidade não significa não sentir falta de viajar, não querer morar fora de novo, aceitar o destino e parar a luta por aqui. Claro que, se você se adaptar muito bem e não sentir mais vontade de sair, ótimo! Mas se não, a dica é a seguinte: Não adianta ficar sofrendo pra sempre. Se temos um método pra aliviar a sofrência no trajeto, vamos usá-lo. Você vai conseguir focar melhor, e as coisas vão começar a acontecer.

Se me pego melancólica, lembro que, querendo ou não, estou aqui por uma escolha. Eu tenho consciência que só o simples fato de fazer outra viagem pode não salvar a minha vida. Quando me demiti do meu emprego ano passado, saí com dinheiro suficiente pra, no dia seguinte, poder viajar e ser babá nos EUA, ou trabalhar na balada na Austrália, ou fazer um curso em Berlin. E foi aí que vi que minha depressão pós-intercâmbio não vinha só da questão ¨não tenho dinheiro e quero viajar¨. Porque eu tinha o dinheiro, e eu queria viajar, e tudo que eu precisava era comprar as passagens e me planejar. A questão é que percebi que eu tinha um objetivo mais complexo, um foco profissional, uma meta, uma ambição, uma busca de sentido e de um mínimo de estabilidade atrelados ao desejo de viajar e ao desejo e necessidade de ter dinheiro.

É difícil mesmo viver 6 meses ou um ano cheio de intensidade, de informações e sensações novas sendo processadas, e depois ser obrigado a se adaptar a sentir os dias passarem mais arrastados e repetitivos, e a conviver com pessoas que não te compreendem tanto quanto antes. Mas lembre-se que passar pelo LIMBO, pela deprê, pela tristeza,  não é o fim do mundo. E de fato, pode ser muito bom, porque aí quando qualquer mini conquista chegar, vai parecer que você ganhou na loteria. Quando a fase ruim passar,  e você tiver conseguido ser feliz e se estabilizar em uma situação adversa às suas perspectivas,  dificilmente você vai se deixar abalar ou sentir medo do presente com facilidade de novo. Mas não se acomode na tristeza. Continue correndo atrás das suas metas e planos (e sim, sonhos). Se você quer voltar, dê um jeito, pesquise e tente. Sempre.

Tchauzim. E não esquece de voltar sexta pra ver a receita-marota-da-cura-mágica-moderfoca-para-depressão-pós-intercâmbio, heheh.

Lumus, Tecnologia

Um ano de experiência de trabalho no exterior

junho 22, 2015
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Jobbatical – Use seus talentos em outro país


Gente, a Startup Jobbatical (Job com Sabbatical, mas toda hora eu leio Jaboticabal) não é super novidade, já existe há um tempo e muitos devem conhecer, mas eu acabei de descobrir (fuçando a plataforma que recomendei no último post) e achei tão sensacional que quis falar aqui. Tem tudo a ver com o blog porque tem a ver com viver novas realidades e se surpreender com novas experiências sem cair na rotina, e o melhor, ganhando dinheiro e aprendizado.

★ O que é: Assim como o Airbnb te permite uma experiência de morar em vários lugares exóticos e incríveis, a Jobbatical oferece o mesmo tipo de experiência temporária e totalmente fora do padrão, mas de trabalho na sua área, remunerado e por um ano. Os idealizadores da plataforma pesquisaram bem e perceberam que as relações de trabalho estão mudando: os jovens, principalmente criativos e desenvolvedores, não querem mais se limitar a uma vida de trabalho das 9 as 17 em uma empresa só. Algumas empresas reconheceram o mesmo padrão e resolveram oferecer vagas sob demanda. O pensamento é: ¨Preciso resolver isso aqui, e tenho certeza que alguém pelo mundo pode me ajudar, além de expandir a visão da minha equipe¨. Se você tem uma empresa, e quer receber talentos internacionais, também pode se cadastrar.
 
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★ Que problema ela resolve:  Há uma semana atrás falei pro meu amigo ¨nossa, queria muito que existisse uma Startup de trabalho temporário com vagas no mundo todo, porque apesar de querer abrir meu próprio negócio, reconheço que aprendi muito em todos os lugares que trabalhei e que ainda tenho muito a aprender, o duro é se comprometer pra vida toda com uma empresa.¨. Aí você pensa ¨uai, é só se demitir quando quiser sair¨. Bom, eu não gostaria que fizessem isso comigo, entrar na minha empresa pensando em sair, logo, não tenho coragem de fazer isso com as outras, e quando você propõe um curto tempo ou meio período, elas não aceitam.

Outra questão é a da experiência de trabalho no exterior: dá muito trabalho você conseguir um emprego via internet em outros países por uma questão simples: burocracia. É um risco muito alto para as empresas ter todo o perrengue com vistos e permanências pra contratar alguém que mora muito longe. Essa solução facilita esse processo para os empresários e facilita pra você que quer ir pra fora mas quer um salário e uma experiência profissional e não só ¨oba oba¨.

★ É muito legal por quê: Além de resolver o meu problema mencionado ali em cima, você vai poder escolher o país que você se interessa, e, se aprovado, aprender novos métodos de trabalho, superar muito mais limites devido a questão cultural e turbilhão de mudanças e poder mostrar o seu valor em um contexto completamente novo.

Outra coisa muito legal  dessa maravilha dessa plataforma é a linguagem: Bem informal – geração y – criativa- independente – direcionada. É uma conversa direta com você, não é aquela coisa engessada que costumam ser vagas de emprego.
 
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★ Não tão legal assim: A maioria das vagas são pra cargos relacionados a tecnologias digitais, como pra programadores, desenvolvedores web e designers, o que deixa muita gente de fora. Mas não deixe de pesquisar, pois vi umas vagas para RH ali no meio.

As vagas parecem ser bem concorridas! E algumas tem exigências de língua a ser falada. Por outro lado, se você fala a língua exigida fica anos-luz na frente.
 

Lumus, Tecnologia

A plataforma que auxilia nômades digitais

junho 16, 2015
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Conecte-se  com pessoas que trabalham com internet e viajando o mundo


Hoje em dia, se desprender das amarras de um escritório para trabalhar apenas com o seu notebook em qualquer lugar do mundo já é mais do que possível pra muita gente . Há muitos designers, ilustradores, escritores, redatores, blogueiros ou novos empreendedores que ao invés de gastarem seus salários em um apartamento ou um carro novo, preferem investir o dinheiro em viagens, já que assim se sentem mais inspirados e motivados em seus projetos. Há também os que continuam vinculados às empresas, mas têm permissão para trabalhar remotamente.

Entretanto, como tudo na vida, essa escolha pode ter seus altos e baixos: Às vezes pode ser bem ruim estar sempre sozinho, sem conexões profissionais, além de ter todo o perrengue com vistos, moradia e moedas diferentes entre países. Foi pensando em colaborar com estas questões que surgiu o NOMAD LIST: uma solução pra quem quer encontrar o lugar ideal para trabalhar nômade, viajando pelo mundo com qualidade de vida e conectado com outros profissionais.


 O site:

O objetivo principal do Nomad List é fazer com que nômades digitais encontrem a melhor cidade e as melhores condições para trabalharem remotamente.

– Na página inicial você vai encontrar uma lista de cidades e pode filtrar por segurança, qualidade do ar, custo de vida, nível de fluência em inglês, vida noturna, segurança e vários outros.

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 Recomendo assinar a newsletter deles, é por ali que eles enviam as atualizações das histórias de sucesso de pessoas que seguem esse estilo de vida. Você também pode encontrar aqui.

Excelente, mesmo pra quem for como turista e quiser uma experiência mais local ou conversar pessoalmente com quem tem o mundo de escritório.

 A plataforma é toda em inglês, mas hoje em dia isso não é um problema, já que navegadores como o  GOOGLE CHROME  traduzem tudo para a sua língua. Não fica perfeito, mas dá pra entender.

Eles também oferecem guias em PDF que parecem bem detalhados, em inglês, que é tipo um manual de sobrevivência pra nômades. O preço é 19.99 dólares.


O Fórum:

É aqui que você vê que existem muitas pessoas ¨vivendo o sonho impossível¨, e que as excessões não são tão excessões assim, e descobre como elas chegaram lá.

É gente de tudo o que é profissão e estilos de vida perguntando e respondendo dúvidas sobre como é ter o mundo como escritório.

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Perguntas interessantes:
Algum nômade por aqui que ganha mais de 10.000 dólares por mês?
Qual o seu negócio online como um nômade?
Você é um trabalhador remoto, freelancer ou empreendedor?
Como se tornar um nômade digital?


Os Encontros:

E aqui vamos ao networking: Uma lista de eventos no Facebook pra te ajudar a se encontrar com os nômades pelo mundo!

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O #Nomads

O ¨Hashtag Nomads¨ é meio que um WhatsApp de nômades. Ao invés de colocar uma pergunta no fórum e ficar esperando a resposta, você escolhe a sua cidade usando a hashtag no aplicativo e conversa em tempo real em um chat com quem também está por lá, ajuda na construção da rede e recebe informações e conexões dentro da sua área de atuação. Tem que pagar uma taxa de 50 dólares pra participar.

Explore os sentidos

7 corridas bem inusitadas pelo mundo

junho 1, 2015
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Esse mundo não cansa de surpreender. É incrível como as pessoas conseguem, com um pouco de criatividade (e um bocado de cara de pau e coragem, em alguns casos), deixar experiências que teriam tudo para serem bem comuns, extremamente originais. Então já que está na moda correr, segue aí 7 corridas bem inusitadas pelo mundo. Eu achei que ia ser difícil achar conteúdo original pra esse post, mas achei cada coisa doida na internet! haha amo correr e quero todos. Tem de corrida pelado na universidade a fuga de zumbis.

★ 1- Glasgow University Underwear Run.

Todo ano na Glasgow University, na Escócia, rola uma corrida com os estudantes de cueca, calcinha e sutiã. Outras universidades pelo mundo tem esse mesmo tipo de corrida, mas como a Glasgow é uma faculdade animal e parece Hogwarts, escolhi ela pra colocar aqui. Achei corajosos, não por correrem de roupas de baixo, mas por encararem o frio do cão que faz na Escócia!

★ 2 – UC Berkeley naked Run.

Acharam os estudantes de Glasgow ousados? Então se preparem pra ver esses da UC Berkeley, na Califórina. A corrida é uma tradição anual e os estudantes correm peladões pela uni. Iahul! Tem raça melhor que universitário? Não, não tem.


 
★ 3- Roskilde Naked Run

Se você não for universitário da UC Berkeley e mesmo assim quiser correr como veio a mundo, não precisa ficar triste, porque lá na Dinamarca tem o Roskilde Naked Run, que rola no Roskilde Festival pra todo mundo que quiser se divertir e ser saudável sendo livre, leve e solto.

Naked Run / Roskilde Festival 2014 from Jacob Latocha on Vimeo.
 
★ 4- Finland wife carrying championship.

Essa é a mais bizarra da lista, na minha opinião. Os malucos fazem uma corrida de 250 metros, com obstáculo, com a esposa nas costas. Essa é na Finlândia, e tem nos EUA também.

★ 5- Run for your lives -Vixi, tem um monte de corrida de zumbis pelo mundo. Sim, 5 km com obstáculos e ainda fugindo de zumbis, e geralmente com floresta e muita lama envolvida! haha achei irado. O vídeo abaixo é da Run For Your Lives na Austrália, mas rola dela em várias partes do mundo, como na Ásia e nos EUA. Tem também A Zombie Run nos EUA.


 
★ 6 – Eletric Run

Essa parece ser a mais legal! Estrutura animal, música e luzes, parece uma balada-corrida. Me atraiu muito todo esse neon! Clique ali no subtítulo que tem as datas! Vai que alguma coincide com a sua próxima viagem aos EUA. ;D


 
★ 7- Rock n Roll Run

Ah, tão simples e tão incrível. Não há estilo musical mais injetor de endorfina no meu organismo do que o bom e velho rock. Nessa corrida rola um rock ao vivo por todo o percurso. QUERO. Tem dela na Europa e nos EUA. Por sinal, foi essa Maratona que a fofa senhora de 92 anos do vídeo abaixo completou no ultimo domingo e está por toda a mídia.


 
Bom existem mais um monte de corridas malucas pelo mundo, só parando pra comer e beber no caminho tem uma penca, como Corrida de Hot Dog, Corrida de Pizza, Corrida de Chocolate Quente, Corrida de Vinho,  Corrida de Cupcake e encerrando com a bizarríssima Corrida do queijo, na qual você não come queijo, e sim, rola ladeira abaixo e quase morre correndo atrás de um queijo.